terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Calisto - Episódio 1

Data de Registro: +565x106(60,15) paralaxons
Local: Sistema Solar, Lua Calisto.

  Depois de muitos paralaxons, estamos em Calisto. A primeira impressão da estação espacial subterrânea de valhalla foi muito boa, tudo parecia muito organizado, haviam poucos calistanos e a minha forma terráquea não lhes causou espanto, logo conclui que deve haver muitos viajantes por aqui. Eu estava ansioso para descobrir porque Calisto era tão importante no circuito dos viajantes das galáxias.
  Ao contrário da viagem ao Brasil, nesta eu estou acompanhado, vieram comigo, além do glossário arrogante Cilomeri, uma amiga especial chamada Dani e um amigo muito ingênuo, o Cavier. Eles estão totalmente assustados, afinal, estão acostumados a ver estrelas pequenas no céu, a visão de Júpiter assusta bastante.
  Eu tentei conversar com a Dani pra me ajudar com Cilomeri, mas ela estava entretida com o letreiro digital cheio de símbolos. Ela me perguntou o que era, eu disse:
  - É um painel eletrônico!
  - Isso eu sei, o que está escrito?
  - Essa é a contagem do tempo que a maioria do universo usa, os paralaxons.
  - Lá vem você com essa história de tempo.....
  Eu não podia deixar de registrar que os terráqueos são muito estranhos, eles usam uma medida de tempo em segundos e outra medida de distância chamada metro, ambas estão relacionadas à métricas do seu próprio planeta (em um espaço confinado), e depois querem utilizar essa medida no universo, e claro, parece impossível chegar a qualquer lugar utilizando essas unidades... hauhau... inventaram até uma que chamam de anos-luz.... Pra zombar deles eu sempre digo que estão há anos-luz de distância de entenderem porque não saem do lugar. O segredo é usar os paralaxons, mas a cabeça de Dani não iria suportar a explicação dessa unidade. O Cavier era mais interessado, porém, sempre quando tentava explicar algo, ele só balançava a cabeça e eu nunca sabia se ele estava entendendo.
  Eu abri o glossário para pedir informações e não pude deixar de notar que Dani estava indo em direção a uma lanchonete quando o salto dela quebrou, e então, ela caiu. O Cavier estava olhando as lojas de revistas de spin holográfica e demorou alguns minutos pra perceber o que havia acontecido com a Dani, e tudo já estava resolvido.
  - Cilomeri, pra onde devemos ir? - eu perguntei ao glossário.
  - Você precisa de mais algumas palavras da terra para mais informações.
  - Me dê algumas....eu posso dizer o significado.
  - Palavra muvuca.
  - Dani, você conhece muvuca?
  - Eu não sei direito, mas deve ter a ver com festa
  - Festa.
  - Ok, você deve ir ao centro de inserção de palavras do glossário nebular, eu vou indicar o caminho.
  Eu sempre quis desconectar esse glossário da central de informações, mas tive receio de estarem controlando meu corpo terráqueo, mas eu tenho certeza de que deveriam controlar o corpo da Dani, que não demorou, mas já estava no chão.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Terra - Episódio 1

Data de Registro: +565x106(56,15) paralaxons
Local: Sistema Solar, planeta terra.


  Eu acabara de chegar ao planeta terra, mais especificamente na região denominada Brasil, e já encontrei algumas dificuldades com o corpo que ganhei no casulo de dna. Eu não sabia exatamente como aquele corpo funcionava, e movimentar-me com ele parecia estranho, mas tratei logo de me concentrar em inicializar a atualização do glossário nebular.
  O glossário estava na minha bagagem e logo tratei de ligá-lo. A primeira consulta foi com o povo da região, o que temos de saber sobre esse povo. O glossário logo apresentou seus dados:
 - O brasileiro é uma mistura de uma espécie que tenta viver em sociedade, os primeiros e mais antigos que habitavam essa região eram conhecidos como índios e foram dizimados pela mesma espécie de outra região, esta última porém, possuia apenas costumes diferentes em relação aos índios. Os índios viviam em tribos......
  Era muita informação pra mim, cilomeri achava que eu processava informações como ele. Eu logo percebi que haviam duas variações na espécie do planeta terra, o macho e a fêmea. Eu fui enviado como macho, pelo menos é o que parece com essas fotos que tem no glossário.
  A estrela que iluminava o planeta estava muito forte quando percebi o que parecia ser uma fêmea passar pela rua, logo notei que muitos machos olhavam para ela, acenavam, alguns gritavam de seus veículos, outros faziam barulhos com seus veículos, alguns diziam " - gostosa..." . Eu logo desconfiei que ela seria um ser de muita inteligência e que deveria possuir muito conhecimento, inclusive deveria conhecer muitos outros espécimes, já que muitos olhavam pra ela. Assim sendo, cheguei perto dela e disse:
  - Olá gostosa, gostaria de informações e você me parece uma fêmea muito inteligente.
  A fêmea levantou seus braços e jogou-os contra a minha cara, e eu cai meio que um pouco zonzo, mas pude ver que havia algo escrito nela, me pareceu algo como "tribo". Eu consultei o glossário e cilomeri me disse que alguns índios se comunicavam de forma agressiva. Agora eu entendi......
  Logo avistei outra fêmea, que parecia até mais interessante que a anterior, muitos pareciam conhecê-la também, assim, resolvi me comunicar igual aos índios, desci o braço sobre a cara dela chamando-a de gostosa e foi incrível como muitos outros vieram me cumprimentar da mesma forma, eu tentava corresponder, mas cada vez mais apareciam outros com a mesma forma de comunicação, logo meu frágil corpo não conseguiu mais se comunicar e acabei apagando.
  - Vector desligando, ou melhor, desligado ...